OUTRAS PALAVRAS


PEDAGOGIA E A PEDAGOGIA SOCIAL: EDUCAÇÃO NÃO FORMAL

PEDAGOGIA E A PEDAGOGIA SOCIAL: EDUCAÇÃO NÃO FORMAL

Profa. Dra. Evelcy Monteiro Machado

 evelcy.machado@utp.br

Mestrado em Educação

Universidade Tuiuti do Paraná

O Curso de Pedagogia no Brasil, desde sua origem em 1930, tem se centrado nas questões relacionadas à formação do educador para atuar na educação formal, regular e escolar. As três regulamentações do Curso, ocorridas em 1939, 1962 e 1969, propiciaram pouca flexilibilização e inovações nos projetos das instituições formadoras, já que continham um currículo mínimo indicado que era implantado como referência nacional. 

A Reforma da Educação ocorrida em 1996 rompe com a tradição da oferta padrão – o currículo mínimo é substituído por diretrizes curriculares – além de possibilitar diversidade e diversificação de projetos educacionais. 

Na tramitação da nova regulamentação do Curso se acentua o debate sobre a formação e trabalho do pedagogo. Além de questões conflitantes, como a proposta de fragmentação do trabalho do pedagogo, com a restrição da formação para a docência e ênfase na gestão e da proposta de novos agentes formadores para docência (os Institutos Superiores de Educação), são incluídas nas discussões novas demandas de trabalho que propiciam atuação em diferentes espaços. 



Escrito por Ruy DOliveira Lima às 13h20
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NOTÍCIAS » Notícias

Conjuntura da Semana. O ‘Brasil     Grande’ que pensa pequeno

Desde os dois governos Lula, particularmente a partir do segundo mandato [2006], o Brasil vive certo clima de ufanismo. O país voltou a crescer, distribuir renda, tornou-se a 6ª maior economia do mundo e de nação subdesenvolvida passou a nação emergente e potência no cenário internacional em suas expressões política e de mercado.


Economia estabilizada, distribuição de renda via programas sociais, aumento real do salário mínimo, sociedade do quase pleno emprego e faxina na política compõe o quadro que dá a Dilma Rousseff, assim como foi com Lula, altos índices de popularidade e em todas as classes sociais. Renovou-se o sentimento do “Brasil Grande” similar àquele da época dos militares em que se dizia que ‘ninguém segura esse país’. 

Esse sentimento de pujança, vigor e ufanismo contrasta, entretanto, com retrocessos na agenda social, na agenda de reformas estruturais e, pior ainda, no recuo de conquistas efetivadas no que se denominou de Constituição Cidadã [1988], resultante das lutas sociais do final dos anos 70 e anos 80. A regulamentação de muitos dessas conquistas caminham para trás e a elas se somam outros ataques aos direitos sociais.

Um paradoxo surge, estamos diante de uma agenda conservadora num governo de esquerda.




Escrito por Ruy DOliveira Lima às 07h25
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FILOSOFIA MEDIEVAL

Filosofia Medieval 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com a dissolução do Império romano, as invasões bárbaras e o desaparecimento das instituições, os centros de difusão cultural também se desagregaram. Os chamados "pais da igreja" foram os primeiro filósofos a defender a fé cristã nos primeiros séculos, até aproximadamente o século 8.

Os padres da igreja foram os filósofos que, nesse período, tentaram conciliar a herança clássica greco-romana, com o pensamento cristão. Essa corrente filosófica é conhecida como patrística. A filosofia patrística começa com as epístolas de São Paulo e o evangelho de São João. Essa doutrina tinha também um propósito evangelizador: converter os pagãos à nova religião cristã.

 

Surgiram idéias e conceitos novos, como os de criação do mundo, pecado original, trindade de Deus, juízo final e ressurreição dos mortos. As questões teológicas, relativas às relações entre fé e razão, ocuparam as reflexões dos principais pensadores da filosofia cristã.

 

Santo Agostinho e a interioridade

Santo Agostinho (354-430) foi o primeiro grande filósofo cristão. Uma de suas principais formulações foi a idéia de interioridade, isto é, de uma dimensão humana dotada de consciência moral e livre arbítrio.

 

As idéias filosóficas tornam-se verdades reveladas (reveladas por Deus, através da Bíblia e dos santos) e inquestionáveis. Tornaram-se dogmas. A partir da formulação das idéias da filosofia cristã, abre-se a perspectiva de uma distinção entre verdades reveladas e verdades humanas. Surge a distinção entre a fé e a razão.

 

O conhecimento recebido de Deus torna-se superior ao conhecimento racional. Em decorrência desta própria dicotomia, surge a discussão em torno da possibilidade de conciliação entre fé e razão.

 

Escolástica e Tomas de Aquino

A partir do século 12, a filosofia medieval é conhecida como escolástica. Surgem as universidades e os centros de ensino e o conhecimento é guardado e transmitido de forma sistemática. Platão e Aristóteles, os grandes pensadores da Antiguidade, também foram as principais influências da filosofia escolástica. Nesse período, a filosofia cristã alcançou um notável desenvolvimento. Criou-se uma teologia, preocupada em provar a existência de Deus e da alma.

 

O método da escolástica é o método da disputa. A disputa consiste na apresentação de uma tese, que pode ser defendida ou refutada por argumentos. Trata-se de um pensamento subordinado a um princípio de autoridade (os argumentos podem ser tirados dos antigos, como Platão e Aristóteles, dos padres da igreja ou dos homens da igreja, como os papas e os santos). 

 

O filósofo mais importante desse período é São Tomás de Aquino, que produziu uma obra monumental, a "Suma Teológica", elaborando os princípios da teologia cristã.

(www.uol.com.br)



Escrito por Ruy DOliveira Lima às 06h36
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Estado e Poder

Estado, poder e política segundo os pensamentos de Hobbes

Renée Moura

Estado e Poder em Bobbio

Em Estado, governo, sociedade: Para uma teoria geral da política2, o cientista político Norberto Bobbio traz diversas análises comparativas que são fundamentais para o entendimento das relações entre Estado e poder, dentro da concepção política de governo.

Bobbio se utiliza várias vezes da contraposição entre a teoria sociológica conhecida como funcionalismo e o marxismo para esclarecer de que forma se dão muitas das dinâmicas que estimulam a vida política do Estado. Contudo, é na teoria dos sistemas que podemos obter os melhores resultados da junção daquelas duas teorias. Ao pensar o Estado como uma representação sistêmica dos interesses individuais é possível perceber o poder como principal estímulo e resposta utilizado pelas instituições políticas para promover sua dinâmica.

Seguindo essa lógica, O Estado responderia à sociedade através de medidas que se relacionem às demandas originárias do corpo social, culminando numa nova realidade, composta por novas demandas, dentro de um processo contínuo de estímulo-resposta.

Bobbio afirma que inicialmente o Estado representava a figura mor da sociedade e que a partir dele se desenvolviam as demais associações – como a família, por exemplo. Com o passar dos séculos – e com a validação da sociologia enquanto ciência –, há uma inversão dessa lógica e o Estado passa a ser avaliado como um subsistema da sociedade.

O autor ainda adverte que, como advento e fortalecimento dos preceitos que regem os direitos naturais – os quais defendem o indivíduo sob uma ótica singular e não mais coletiva – a sociedade política passa então a não mais seguir uma hierarquia instransponível, de cima para baixo, mas sim, passa a ser vista de baixo para cima.

A partir desse ângulo, Bobbio define o fenômeno do poder como o ponto em comum entre Estado e política. Tal poder é comparável, segundo o filósofo, com o poder paterno – cumprido no mérito do filho – senhorial – no interesse do senhor – e político, no interesse tanto dos sujeitos governantes, quanto governados. Aliados a essas formas de poder, coexistem os poderes ideológico e econômico, que funcionam como segregadores sociais, isto é, dividem a sociedade em inferiores e superiores, acarretando noções inerentes a cada um dos lados – como, por exemplo, as noções de riqueza e pobreza, força e fraqueza.

O poder político consistiria na forma coativa como se impõe a vontade de seu detentor (o Estado), através prevalência dessa vontade por intermédio do argumento da legitimidade. O fundamento dessa legitimidade se dá em razão de critérios como a vontade, a natureza ou a história.

Para validar o poder político, o Estado usa como suporte as normas, que surgem, teoricamente, a partir de um acordo ideológico entre governo e sociedade. É a partir desse quadro normativo do Estado que Bobbio pondera, como autônomos ou democráticos e heterônomos ou autocráticos, os ordenamentos jurídicos da sociedade.



Escrito por Ruy DOliveira Lima às 08h54
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COLÉGIO HERMÍNIO MANUEL (BONFIM) REALIZA A PRIMEIRA EDIÇÃO DO PROJETO “SEXTA NO PALCO”

Embora tenha acontecido numa quarta-feira, o projeto “Sexta no Palco” articula saberes em diversas áreas artísticas com apresentações dos seus alunos.

 

Na última quarta-feira (04), o Colégio Estadual Hermínio Manuel de Jesus, anexo do Colégio Estadual Gentil Paraíso Martins, localizado na comunidade do Bonfim, realizou a edição de abertura do projeto “Sexta no Palco”. Este projeto tem a finalidade de reunir os alunos para assistirem e realizarem apresentações artísticas no coreto da escola.

Na primeira apresentação, os professores do Colégio Hermínio recitaram poemas, tocaram violão e cantaram, o que estimulou muito os alunos, com suas respectivas habilidades e talentos. Nos turnos vespertino e noturno, a professora Claudiana Pereira, vice-diretora da unidade escolar, fez a abertura do evento desejando boas vindas e os convidando para participar. De forma surpreendente, o professor Ricardo Vidal (Língua Inglesa) declamou um de seus poemas, fazendo uma referência à capoeira e aos ritos indígenas, retomando a origem do povo brasileiro. Em seguida, numa mistura de música e literatura, a professora Taylane Nascimento (Língua Portuguesa) declamou a música “O homem falou” de Gonzaguinha, que, com samba no pé, fez o convite a todos os alunos a participarem das próximas edições do projeto. 

Já o professor Eduardo Lopes cantou e encantou com sua voz e violão. Interpretou a música “On the wall”, da banda internacional Oasis. O evento foi encerrado pela declamação do poema “Vertigo” (versão em inglês do poema “Vertigem”, do professor Ricardo Vidal), com tradução simultânea do professor Eduardo Lopes.

Os alunos marcaram presença com belas apresentações. A turma do 1° ano 01 (Vespertino), com a dança da música “Família Feliz”; o aluno Ícaro Carias, do 3° ano (Vespertino), com a voz e violão, e um pot-pourri das músicas “Pais e Filhos” de Renato Russo e “Stand By Me” de John Lenon. No noturno, os alunos Leandro Miranda e Robson Santos deram um verdadeiro “show” de violão, ao interpretarem diversas músicas. Sexta-feira (13/04) tem mais “Sexta no Palco”. Diante de tudo, ficou a sensação de que “Valeu à pena, êh, êh!”.

 



Escrito por Ruy DOliveira Lima às 07h40
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Escrito por Ruy DOliveira Lima às 14h01
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MEU CARO AMIGO

CHICO BUARQUE NA BAHIA

 

Nós baianos, teremos o imenso prazer de assistir ao show de um dos mais importantes artistas brasileiros da contemporaneidade.  Chico Buarque de Holanda traz show que leva o seu nome. Aliás, vale ressaltar que o artista não é muito chegado a realização espetáculos ao vivo, portanto, quem puder não deve perder a rara oportunidade. Desde 2006 que ele não sobe ao palco. 

Chico tem um vasto repertório de músicas, são mais de 400 obras e os temas também são bastante variados. É autor de músicas que marcam aqueles que viveram a ditadura militar neste país. Também em seu repertório podemos encontrar ode às mulheres. Quando Chico Buarque sobe ao palco sabe que terá um coro infalível na plateia. Vozes emocionadas que o acompanham em vedetes de seu repertório como “A Banda”, “João e Maria” ou “Construção”. 

Como de costume, as músicas antigas seguem como o ponto alto da performance. Mas graças a uma seleção rigorosa, que buscou canções menos óbvias de sua vasta obra, o ídolo mantém os fãs em um delicioso estado contemplativo. Esta será a proposta do espetáculo no Teatro Castro Alves, às vinte e uma hora, de nove a doze de maio de 2012.

Ingressos na bilheteria do Teatro, nos SAC's dos shoppings Barra e Iguatemi em Salvador.

Misturando velhos e novos hits teremos:

"O velho Francisco"
"De Volta ao Samba"
"Desalento"
"Injuriado"
"Querido Diário"
"Rubato"
"Choro Bandido"
"Essa Pequena"
"Tipo um Baião"
"Se Eu Soubesse"
"Sem Você 2"
"Bastidores"
"Todo o Sentimento"
"O Meu Amor"
"Teresinha"
"Ana de Amsterdam"
"Anos Dourados"
"Sob Medida"
"Nina"
"Valsa Brasileira"
"Geni e o Zepelim"
"Sou Eu"
"Tereza da Praia"
"A Violeira"
"Baioque" (com citação de "My Mammy")
"Cálice" (com letra de Criolo)
"Sinhá"

Bis 1:
"Barafunda"
"Futuros Amantes"

Bis 2
"Na Carreira"

Quem for verá.



Escrito por Ruy DOliveira Lima às 15h37
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A "ética" dos corruptos

"No Brasil a lei tem papel mais indicativo do que prescritivo", constata Renato Janine Ribeiro, professor titular de ética e filosofia política na Universidade de São Paulo, em artigo publicado no jornal Valor, 26-03-2012.

Ele explica: "todos concordamos que se deve parar no sinal verde - e a grande maioria o faz. Mas a pressa, o fato de não estar vindo um carro pela outra via, a demora no sinal "justificam" eventualmente passar no sinal vermelho. A lei deixa de ser lei para se tornar uma referência, apenas; ou, pior, algo que espero que os outros respeitem absolutamente, mas que infringirei quando me achar "justificado" a fazê-lo. Guiando desse jeito, vários pais mataram os próprios filhos - e isso continua acontecendo".

Eis o artigo.

É ético um jornalista usar câmaras secretas para comprovar um crime que, depois, ele irá denunciar? Não discuto, aqui, a legalidade de sua ação, porque não tenho a formação jurídica necessária para me pronunciar sobre as leis e jurisprudência cabíveis no caso. Mas a questão adquire relevância diante do fato que movimentou a sociedade brasileira na semana que passou: a revelação, em imagens incontestáveis, de uma rede de corrupção atuando justamente nos hospitais - o que torna particularmente desumano o crime, porque está sendo cometido contra pessoas especialmente vulneráveis. Isso, além de ser uma área em que cronicamente falta dinheiro, até porque os custos com a saúde costumam subir mais que a inflação, em parte devido aos grandes avanços que a medicina tem conhecido.

O que é flagrante é a falta de ética das pessoas que vimos no "Fantástico" e no "Jornal Nacional". Os corruptos (vou chamá-los assim, embora tecnicamente não o sejam, porque não são servidores públicos) não mostraram nenhum pudor. Imaginando-se a salvo, foram francos. Duas afirmações me chocaram em especial. Primeira, quando uma senhora diz que está praticando "a ética do mercado". Mas o que ela faz não é nada ético. A não ser, claro, que use "ética" num sentido apenas descritivo, como quando se diz que a "ética do bandido" é matar quem o alcagueta, ou que a "ética do machista" é assassinar a esposa suspeita de adultério. Contudo, um dos ganhos dos últimos anos tem sido a redução desse emprego da palavra "ética", só descritivo. Cada vez mais, entendemos a ética como prescritiva, normativa, como exigente - não como a mera descrição de condutas praticadas em alguma área da ação humana. Uma expressão deClaudio Abramo, frequentemente citada pelos profissionais da imprensa, é significativa: "A ética do jornalista é a mesma do marceneiro, de qualquer pessoa".

Na verdade, até esperei, depois dessa frase sobre "a ética do mercado", que "o mercado" reagisse de alguma forma. Se ela dissesse que essa é a ética dos médicos, as associações não iriam protestar? É claro que "o mercado" não é um sujeito. Aliás, sua riqueza e eficácia estão, justamente, em ele não ser um sujeito único, mas uma rede em que se cruzam e medem inúmeros sujeitos. No entanto, aqui se coloca uma questão crucial, sempre presente quando se trata do capitalismo. Brecht tem a frase famosa: "O que é roubar um banco, em comparação com fundar um banco?" O capitalismo sempre esteve assombrado pela diferença entre o lucro obtido legítima e legalmente, e o que é extorsão, usura, roubo. Na Idade Média, a igreja cristã condenava a usura, dificultando as operações de financiamento. Por outro lado, com o capitalismo já consolidado, no final do século XIX um grupo de grandes empresários norte-americanos era chamado de "robber barons", barões ladrões, tal a sua desonestidade. Contudo, o mesmo capitalismo cresce graças a uma ética extremamente forte, que Max Weber, num livro clássico, aproximou do protestantismo. Na verdade, a distinção entre o lucro e a extorsão é crucial para o capitalismo. Um dos desafios para ele funcionar, e em especial para se tornar popular, é convencer a sociedade de que seu compromisso ético - com a construção da riqueza pelo trabalho e o esforço - supera seus deslizes, os quais serão rigorosamente punidos. Ou seja, "o mercado" precisa reagir. O debate sobre esse caso não pode ficar circunscrito à área política. "O mercado" foi injuriado, tem de responder.

O outro ponto assustador foi quando um dos personagens gravados disse que sempre ensinava a seus filhos a virtude da solidariedade. Disse isso com outras palavras, mas ele considerava digno de educar seus filhos na formação de quadrilha. Aqui, estamos diretamente na ética do crime. Mas, se na frase da senhora sobre o mercado podíamos ver alguma ironia ou resignação ("a vida como ela é"), na frase desse senhor se ouvia algo mais grave: a educação dos filhos, a construção do futuro segundo a ótica do criminoso. Uma coisa é resignar-se ao mundo como está e operar dentro dele. Outra, pior, é entender que ele não vai melhorar e, portanto, a melhor educação que se deve dar aos pequenos é ensiná-los a serem bandidos. Aqui, a tarefa afeta, em especial, os educadores profissionais, como os professores, e a multidão de educadores leigos, que são os pais e todos os que cuidam de crianças. Mas, antes mesmo disso, ela passa por uma pergunta cândida: podemos melhorar, em termos de sociedade, no que se refere ao respeito da lei e dos outros? É possível convencermo-nos, e convencermos os outros, de que seguir os preceitos éticos é absolutamente necessário? Ou viveremos nas exceções? E isso diz respeito a todos nós.

Ocorreu-me, uma vez, que no Brasil a lei tem papel mais indicativo do que prescritivo. Explico: todos concordamos que se deve parar no sinal verde - e a grande maioria o faz. Mas a pressa, o fato de não estar vindo um carro pela outra via, a demora no sinal "justificam" eventualmente passar no sinal vermelho. A lei deixa de ser lei para se tornar uma referência, apenas; ou, pior, algo que espero que os outros respeitem absolutamente, mas que infringirei quando me achar "justificado" a fazê-lo. Guiando desse jeito, vários pais mataram os próprios filhos - e isso continua acontecendo. Não precisaremos fortalecer, enquanto sociedade, a convicção de que para um bom convívio é preciso repudiar fortemente essas duas frases que, na sua euforia, os dois personagens pronunciaram sem saberem que estavam sendo gravados? Enquanto isso, obrigado aos repórteres que denunciaram esse crime.




Escrito por Ruy DOliveira Lima às 11h01
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OS CHICOS QUE NÃO MORREM

No dia 23 de março de 2012, no Rio de Janeiro, aos 80 anos, faleceu Chico Anysio. Perdemos a vida daquele que melhor tratou o humor no Brasil. Os seus personagens estão incorporados ao dia-a-dia. Dentre eles podemos destacar: Pantaleão (é mentira Terta?), Professor Raimundo ( e o salário ó...), Bozó, Alberto Roberto, Véio Zuza, Coalhada, Azambuja, Painho e tantos, tantos outros imortais Chicos. Antenado com os acontecimentos nacionais, podia até perder o amigo, mas não perdia a piada. Interessante que ao prestar esta homenagem ao imortal artista, me pego a sorrir de suas tiradas. Chico, você hoje agora faz algo diferente. Nos faz chorar quando por longos e longos anos só nos fez rir.

Numa outra face do nosso blog estaremos a comentar biografias de pessoas que se destacaram no que fizeram.Elas servirão para entender melhor como viveram, sonharam e interferiram no cotidiano.  Estas pessoas como Chico Anysio, Steve Jobs, Ayrton Senna, dentre outros ajudaram a fazer o mundo que vivemos.  

A biografia do nordestino do Ceará é recheada de acontecimentos que ajudarão a entender o momento político, social, econômico e cultural que viveu o Brasil, quando Chico desfilava e destilava humor e crítica de boa qualidade. Era o Showman na concepção própria da palavra. Para ele eram necessários apenas alguns segundos para nos fazer entrar no seu imaginário e sorrir com sutileza. Como bom filósofo, o artista era o bobo da corte, nos fazia rir de nós mesmos. O Brasil está nú.

Tenha uma boa viagem Chico Anysio, leve a nossa saudade em sua bagagem.



Escrito por Ruy DOliveira Lima às 11h25
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TEOLOGIA

José Comblin: um desafio à inteligência acadêmica

10/04/2011
por Leonardo Boff

No dia 27 de março morreu aos 88 anos de idade perto de Salvador o teólogo da libertação José Comblin. Belga de nascimento, optou por trabalhar na América Latina, pois se dava conta de que o Cristianismo europeu era crepuscular e via em nosso Subcontinente espaço para a criatividade e um novo ensaio da fé cristã articulada com a cultura popular. Ele incarnava o novo modo de fazer teologia, inaugurado pela Teologia da Libertação, que é ter um pé na miséria e outro na academia. Ou dito de outro modo: articular o grito do oprimido com a fé libertadora da mensagem de Jesus, partindo sempre da realidade contraditória e não de doutrinas e buscar coletivamente uma saida libertadora a partir do povo.

Viveu pobre e despojado no Nordeste brasileiro. E mesmo lá, onde se presume não haver condições para uma produção intelectual aprimorada, escreveu dezenas de livros, muitos deles de grande erudição. Logicamente aproveitava as temporadas que passava na Universidade de origem, a de Lovaina, para se reciclar. Assim escreveu um dos melhores livros sobre a Ideologia da Segurança Nacional, dois volumes sobre a Teologia da Revolução, um detalhado estudo sobre o Neoliberalismo: a ideologia dominante na virada do século. E dezenas de livros teológicos, exegéticos e de espiritualiadade entre os quais destaco: O Tempo da Ação; Cristãos rumo ao século XXI e Vocação para a Liberdade. Foi assessor de Dom Helder Câmara em sua luta pelos pobres e de Dom Leônidas Proaño, bispos dos índios em Riobamba no Equador.

Devido a suas idéias, foi em expulso do Brasil pelos militares em 1972. Foi trabalhar no Chile de onde os militares também o expulsaram em 1980. De regresso ao Brasil, se dedicou a dar corpo à sua profunda convicção: a de que o novo cristianismo no Brasil deverá nascer da fé do povo. Criou várias iniciativas de evangelização popular que vinham sob o nome de Teologia da Enxada. Inspirou-se no Padre Ibiapina e do Padre Cícero, os grandes missionários do Nordeste, pois mais que administrar sacramentos e fortalecer a instituição eclesiástica, exerciam a pastoral do aconselhamento e da consolação dos oprimidos, coisa que eles mais buscam.

Ele é um dos melhores representantes do novo tipo de intelectual que caracteriza os teólogos da libertação e dos agentes de pastoral que estão nesta caminhada: operar a troca de saberes, vale dizer, tomar a sério o saber popular,”de experiências feito”, banhado de suor e sangue mas rico em sabedoria e articulá-lo com o saber acadêmico, crítico e comprometido com as transformações sociais. Essa troca enriquece a uns e a outros. O intelectual repassa ao povo um saber que o ajuda avançar e o povo obriga o intelectual a pensar os problemas candentes e se enraizar no processo histórico. A Intelligentzia acadêmica possui uma dívida social enorme para com os pobres e marginalizados. Em grande parte as universidades representam macroaparelhos de reprodução da sociedade discricionária e fábricas formadoras de quadros para o funcionamento do sistema imperante. Mas há de se reconhecer também, não obstante seus limites, o fato de que foi e é um laboratório do pensamento contestatário e libertário.

Mas não houve ainda um encontro profundo entre a universidade e a sociedade, fazendo uma aliança entre a inteligência acadêmica e a miséria popular. São mundos que caminham paralalelos e não são as extensões universitárias que cobrirão esse fosso. Tem que ocorrer uma verdadeira troca de saberes e de experiências. Ignorante é aquele que imagina ser o povo ignorante. Este sabe muito e descobriu mil formas de viver e sobreviver numa sociedade que lhe é adaversa.

Se há algum mérito nos teólogos da libertação (eles existem aqui e pelo mundo afora e Roma não conseguiu exterminá-los) é ter feito este casamento. Por isso não se pode pensar num teólogo da libertação senão metido nos dois mundos, para juntos tentarem gestar uma sociedade mais equalitária que, no dialeto cristão, tenha mais bens do Reino que são justiça, dignidade, direito, solidariedade, compaixão e amor.

O Padre José Comblin nos deixou o exemplo e o desafio.

Leonardo Boff escreveu Teologia do cativeiro e da libertação, Vozes 1998.



Escrito por Ruy DOliveira Lima às 20h31
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DOR DE IDEIA

Dor-de-ideia?  Tome filosofia uma vez por dia...

Rubem Alves

Você está com uma dor-de-dente.  O dentista examina o dente e lhe diz que não tem jeito.   A solução é arrancar o dente.  Anestesia e boticão, o dente é arrancado.  A dor desaparece.  Você deixa de sofrer.  Esse é o paradigma de como são resolvidos os problemas que têm a ver com coisas concretas: a lâmpada que queimou, o ralo que quebrou; são as dores-de-coisas.  Dores de coisas se resolvem tecnicamente, cientificamente.

A coisa é diferente quando a dor que você tem é uma dor-de-idéia.  Dor-de-idéia dói muito.   São dores-de-idéia a idéia de perder o emprego, a ideia de ser feia, a ideia de ser burro, a ideia de que a filha vai morrer num desastre, a idéia de que o deus vai mandá-lo para o inferno, a idéia de que quem você amava vai traí-lo.  Dores-de-ideias são terríveis: dá ansiedade, pânico, insônia, diarréia.

Virou moda falar em realidade virtual, como coisa inventada por computadores e eletrônica.  Mas ela é velhíssima.  Apareceu com o primeiro pensamento.   Idéias são realidades virtuais.  Realidade virtual é uma coisa que parece ser, mas não é.   Se parece ser, mas não é deve ser inofensivo.  Errado.   As realidades virtuais produzem dor-de-idéia.

Quando a gente tem uma idéia, sabe que é só idéia, sem substância física, e a despeito disto ela nos causa dor-de-idéia, dizemos que é neurose.  O neurótico sabe que o dragão que corre atrás dele é de mentirinha, não existe.  Não obstante, essa mentirinha faz a adrenalina esguinchar no sangue e o coração dispara.

Liguei a TV. Filme de ficção científica.  Eu sabia que tudo era mentira.  Aquelas coisas não existiam como realidade.  Tinham sido produzidas num estúdio, diante de uma câmera.   Mas eu comecei a sofrer dor-de-idéia.  Uma terrível ansiedade: “Meus Deus, o escorpião negro vai picar a moça!” “Burro! Burro!”, eu dizia, num esforço de gozar o filme.  “É tudo mentira! Ria! Relaxe!” Inutilmente.  Nós, os humanos, temos essa horrível e maravilhosa capacidade de sofrer pelo que não existe.  Somos neuróticos.

Quando uma pessoa se sente perseguida pelo mesmo dragão que perseguiu o neurótico, adrenalina no sangue e coração disparado, mas, além disso, fica todo chamuscado pelo fogo que sai da boca do dragão, dizemos que ela é psicótica.  O psicótico não separa o virtual do real.  Para ele a idéia é coisa.  Pensou, é real. 

Porque as dores-de-idéia são tão ou mais dolorosas que as dores-de-coisa, os homens têm, desde sempre, procurado técnicas para acabar com elas.

As terapias para cura de dor-de-idéias podem se classificar em dois grupos distintos.   No primeiro grupo estão as terapias baseadas na crença de que dor-de-idéias se cura com uma coisa que não é idéia.  Chá de hortelã, refresco de maracujá, as variadas misturas preparadas pelo barman, um cigarrinho, maconha, pó branco, os “Florais de Bach”, as poções e pós sem conta da farmacologia psiquiatria, tranqüilizantes, antidepressivos, estupidificantes, sonoterapia.  Essas entidades não são idéias.  São coisas.  Coisas para curar idéias.

Os psiquiatras ficarão bravos comigo.  Eles têm raiva dos “Florais de Bach”- que acusam de anti-científicos.  Como posso eu colocar os seus bio-químicos científicos junto aos “Florais de Bach”?  As receitas são diferentes; os pressupostos são os mesmos: idéia se cura não com idéia, mas com coisa.  O fato é que o sonho da psiquiatria é ter uma botica parecida com a botica dos “Florais de Bach: líquidos diferentes, em vidrinhos diferentes, possivelmente com cores diferentes, para evitar equívocos, cada um para uma dor-de-idéia. Raiva: líquido verde. Apatia: líquido cinza. Depressão: líquido roxo. Complexo de inferioridade: líquido azul. Medo de impotência: líquido vermelho. Eu acho que as cores variadas podem até influenciar na cura”.

O outro grupo acredita diferente: idéias se curam com idéias.  Os remédios da psiquiatria são potentes.  Eu mesmo já me vali deles, com excelentes resultados.  O problema é os efeitos colaterais.  É possível que, passado o efeito da droga, voltem às dores-de-idéias, a pessoa fica abobalhada.  E, se o resultado for maravilhoso, e a pessoa ficar totalmente feliz, ela ficará também totalmente idiota.   As pessoas totalmente felizes não conseguem pensar pensamentos interessantes.  É preciso um pouquinho de dor para que o pensamento pense bonito.

O meu vôo estava sendo tranqüilo.  O telefone tocou.   Uma voz: “Má notícia para lhe dar. Das Edições Loyola. O Pe. Galache morreu”.  Uma imensa dor-de-idéia.   Sim, porque ao meu redor tudo continua o mesmo.  É ma idéia quem dói-dor-de-idéia que não é para ser curada.  É para ser sofrida.  Saber sofrer é parte da sabedoria de viver.  O Pe. Galache era meu amigo.  Editor dos meus livros.  Plantarei uma árvore para ele.

Terapias para cura de dor-de-idéias.  Rezas; a repetição sonambúlica do terço tem o efeito terapêutico de entupir o pensador com palavras sem sentido, quem reza sonambulicamente não pensa: se não pensa as dores-de-idéias não aparecem.  Meditação transcendental.  Cantar.  Quem canta os seus males espanta.  Ah! Os maravilhosos efeitos terapêuticos dos “Corais de Bach” (note bem: “corais” e não “florais”) que ouço para colocar em ordem a alma.  Conversa tranqüila.  Confissão.   Magia.  Psicanálise, essa “conversa curante”: se só pode chegar às idéias paro meio de idéias.  Filosofia.  Nem toda.  Há uma filosofia que me torna pesado.  Afundo.   É a filosofia acadêmica que se faz profissionalmente.  Todos os que estão escrevendo teses de filosofia sofrem de dores-de-idéias.  A filosofia acadêmica pode emburrecer.   Se houver ocasião, falaremos sobre o assunto.  Mas há uma filosofia alegre, que me faz levitar.  Quer levitar?  Filosofia.  Para fazer levitar a filosofia não pode nascer da cabeça.   Ela tem de nascer das entranhas.   Tem de ser escrita com o sangue.  A gente lê e o corpo estremece: ri, espanta-se, tranqüiliza-se, assombra-se.  Muita filosofia que, no seu nascimento era coisa viva, sangrante, suco do pensador, nos cursos de filosofia se tornam “disciplinas”, grão duro, sem gosto, a ser moído.  O aluno é obrigado a estudar para passar nos exames.   Filosofia terapêutica há de ser feita com prazer.  Kolakowski, filósofo polonês, compara o filósofo a um bufão... Bobo da corte, cujo ofício é fazer rir.   O filosofar amansa as palavras: aquela cachorrada feroz latia, ameaçava e não deixava dormir se transforma em cachorrada amiga de caudas abananais.  O filosofar ensina a surfar: de repente, a gente se vê deslizando sobre as ondas terríveis das dores-de-idéias.   Também serve para pôr luz no escuro. Quando a luz se ascende o medo se vai.   Muita dor-de-idéia se deve à falta de luz.   Os demônios fogem da luz.  Wittgenstein diz que filosofia é contrafeitiço.  É boa para nos livrar das dores-de-idéias, produtos de feitiçarias: há tantos feiticeiros e feiticeiros soltos por aí, Tão bonitos: é só acreditar para ficar enfeitiçado... A filosofia nos torna desconfiados.  Quem desconfia não fica enfeitiçado.  Palavra de mineiro.  Pois fica, assim, um convite para brincar de filosofar...

Jornal o “Correio de Campinas”. 31/01/99


 

 



Escrito por Ruy DOliveira Lima às 22h31
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RELIGIÃO E ESPAÇO PÚBLICO

 

Quando da criação da EMARC de Valença, como era de se esperar, não constou nenhuma referência religiosa. Entretanto, a manifestação de religiosidade é visível e constantemente presente neste que é um espaço público. Porém, é perfeitamente conhecido como a dinâmica da vida humana é fugaz, efêmera. E, assim sendo, não são necessários decretos ou leis para fazer com que os desenhos sociais se configurem.

Especificamente apresentamos esta dinâmica e mobilidade baseado em  Sinner:

O Brasil é um país de crescente diversidade e competição religiosa. Em breve: As igrejas se multiplicam quase diariamente e a mobilidade religiosa aumenta, bem como o número dos “sem-religião”. Os “sem-religião” não deixam de ser, necessariamente, religiosos, mas não se consideram pertencentes a nenhuma religião organizada. Este processo de mudança num país tradicionalmente católico é fruto de deslocamentos no campo religioso. Acompanhou a migração do campo para a cidade. Acompanhou a migração para um novo tipo de fé, centrada na cura, no exorcismo, na prosperidade. Esse movimento não é fruto da subversão norte-americana, como muitos pensam. Não é, necessariamente, fundamentalista. Também não é, necessariamente, milenarista, esperando a vinda do bem-estar da vida no além. Cada vez mais, a religião no Brasil é imediatista: Agora minha vida precisa mudar, e vai mudar. E estou disposto a pagar por isto, às vezes pagar caro.

 

Ressaltamos que o processo apontado na citação acima procede na EMARC Pois, inicialmente quando do surgimento da escola de Valença, lá na década de 80 do Século XX, a mobilidade religiosa era bastante cadenciada. Possivelmente, devido ao ainda baixo boom das religiões evangélicas. Diferente de hoje, em 2009, quando há uma nítida migração dentre aqueles que professam pertencer às diversas religiões cristãs. O movimento observado é no sentido de deixar o catolicismo e procurar “um novo tipo de fé”. Ao indagar àqueles que fizeram este movimento de mudança dentro do campo do cristianismo, obtivemos respostas que vão ao encontro com o artigo de Sinner. Estes afirmam que o êxodo rural ocorrido em função do movimento de urbanização, que é um fenômeno nacional, aliado ao mais próximo acompanhamento dos evangélicos (no que tange à presença na periferia, principalmente dos pentecostais e o difícil acesso aos religiosos da igreja romana, o fizeram sair do catolicismo). Este é o novo tipo de comportamento religioso: procura a cura pela fé, o imediatismo pelos resultados referentes à dedicação religiosa e a promessa de prosperidade material também foram motivos para buscar outra religião. Isto foi respondido pela pesquisa participante que realizamos. É o berro, ou do boi ou do homem.

Retornemos ao artigo sobre a religião na cena pública para prestar esclarecimento referente à teologia em espaços públicos. É verdade que ela (teologia) não é devidamente discutida, divulgada, debatida. Fica mais na esfera daqueles que se colocam contra ou a favor de determinados comportamentos religiosos. O meio acadêmico estranha o debate teológico, o que indubitavelmente é um empecilho, pois, perde-se a oportunidade de acrescentar à dinâmica acadêmica a profícuo altercação feita principalmente por uma teologia pública. Desta forma, Sinner reafirma:

Num texto sobre religião e política, o filósofo Renato Janine Ribeiro... relata o caso de Patrícia Abravanel [.. ]Naturalmente, o depoimento causou debate e fez surtir especulações sobre o estado psíquico da estudante. Indo por outro viés, afirma Ribeiro que a postura de Patrícia teria causado “estranheza” porque “tem um suporte teológico. A sustentação dele é Deus, de ponta a ponta. E a sustentação do discurso em Deus é algo que os integrantes do meio acadêmico, da universidade, oriundos da filosofia, das ciências sociais e ciências humanas, em geral, não estão acostumados a aceitar”. Poder-se-ia trocar Deus por “o social”, acrescenta Ribeiro, mas admite que o impacto seria, certamente, menos forte.

Durante meio século de existência da CEPLAC, a região, e particularmente suas escolas, recebem um público que cruza o desenvolvimento mundial de meados do Século XX até o início do Século XXl, que vai se diversificando com o passar dos anos. Interessante ressaltar que o fator humano que trabalha nas instituições de ensino das escolas da CEPLAC possui não menos de 20 anos de contratado. Dos que iniciaram suas carreiras no serviço público, e maioria das vezes sendo o trabalho na EMARC a seu 1º emprego, no máximo o segundo, ainda atuam lá 37 servidores, que durante mais de duas décadas (salvo honrosas exceções) já pertenceram quase que em bloco uníssono ao catolicismo. Porém hoje, praticamente é dividido entre aqueles que permanecem católicos e os que agora migraram para as diversas religiões que se denominam evangélicas. Convivendo com este quadro, a secretaria de escola informa que atualmente o número de alunos matriculados é de 200. Destes 60 residem e alimentam-se nas instalações da escola.

O exposto aqui pretende contribuir para a discussão da importância da religião para a formação do cidadão dentro do espaço escolar.



 



Escrito por Ruy DOliveira Lima às 16h17
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A VIDA MUDA. OH SE MUDA.

A VIDA MUDA. OH SE MUDA.

Na dinâmica da vida, muitas vezes, os amigos se desconhecem e os inimigos se abraçam. É isto até que faz da vida uma dádiva, boa de viver e aprender. Em períodos eleitorais, como o que ocorre atualmente com o Partido dos Trabalhadores, esta máxima acima se repete.

Como presidente desta importante organização política para o país, o estado e o nosso município como um todo, recomendo moderação, equilíbrio e respeito com todos àqueles que estão diretamente envolvidos no processo. Uma frase bem conveniente para o momento é a que Nietzsche diz: O que não me mata me fortalece. Os ataques que são dirigidos a antigos amigos podem ser como num espelho, refletido naquele mesmo que o faz.

Em breves palavras, quero expressar os sinceros desejos que a eleição interna do Partido dos Trabalhadores ocorra no nível que dirigimos o Partido neste último período. Com tranqüilidade, respeito às diferenças e equilíbrio político. Em outras palavras, não se permitam desconhecer os seus amigos e exerçam a democracia no sentido amplo do seu termo.

Recomendo respeito aos diferentes, ao público (nacional, estadual e municipal) que acompanha a eleição interna do maior partido político da América Latina.

O PARTIDO É DOS TRABALHADORES

Ruy D’Oliveira Lima

Presidente do PT de Valença



Escrito por Ruy DOliveira Lima às 18h32
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GRIPE A

Prevenção: GRIPE A
Recomendações simples podem evitar a proliferação da doença

Preocupada com o bem-estar da comunidade acadêmica e, obedecendo a orientações do Ministério da Saúde, a Faculdades EST oferece dicas práticas para prevenir a infecção pela gripe A (H1N1) e identificar os seus principais sintomas.

A Gripe A é uma doença respiratória aguda e o modo de transmissão acontece de pessoa a pessoa, principalmente por meio de espirro, tosse ou contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.

Medidas simples podem ser adotadas para PREVENIR a doença:

- Lave as mãos com freqüência, usando água e sabão;
- Ao tossir ou espirrar cubra a boca e o nariz com lenço descartável;
- Não compartilhe alimentos, copos, talheres, toalhas e objetos pessoais;
- Evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca após contato com superfícies;
- Mantenha hábitos saudáveis como alimentação balanceada, ingestão de líquidos e atividade física;
- Sempre que possível evite aglomerações ou locais pouco arejados;
- Não utilize medicamentos sem orientação médica, evitando a automedicação;
- Beba bastante líquido e durma pelo menos oito horas por dia.

Atenção para os SINTOMAS da Gripe A!
Os sintomas da H1N1 são semelhantes aos da gripe comum, porém, mais intensos e incluem:
- Febre acima de 38º;
- Cansaço e fadiga;
- Dores no corpo;
- Falta de apetite e tosse;
- Coriza clara;
- Garganta seca;
- Náusea, vômito e diarréia;
- Dor de cabeça;
- Irritação nos olhos;
- Dor muscular e articular.

Em caso de gripe, procure a unidade de saúde ou médico mais próximo para diagnóstico e tratamento adequado. 



Escrito por Ruy DOliveira Lima às 08h53
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VESTIBULAR NA FAZAG



Escrito por Ruy DOliveira Lima às 10h00
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